O Encontro

Publicado: 21/05/2010 em Sem categoria
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glasses - unknown author

a poeira que incomodava já não está presente a olhos nús

meus pedaços que arrepiam foram organizados no baú

tudo dito por uma sequência de olhares que foram seus

e agora me reconfiguro para que olhes como se eu continuasse somente próprio

enquanto os ventos expandem cheiros, sorrisos, histórias da fluência dos rios

chamei como desespero enquanto era só alegria o que contrário sorria

somos todos unos, uma parte de mofo, outra suor, outros gotas de um orvalho

peles soltas ao acaso, flores nascidas por encantamento

e o ocaso dos momentos que o que é já tem que se ir sem adeus

observatórios aparentemente frios, nervosos por dentro do sistema

em que pouco antes conectei-me a você em plena demasia

extasiados conferimos dimensões e fugidios repletos seguimos

à revelia dos nossos desejos…

juntos: pó, poeira, pele, suor

meu melhor que lhe atinja

rebeldes pecados moram ao lado

a essência do equilíbrio tangível

a possibilidade de continuar sociável

o esconderijo onde permanece o instável

do que de caos e desejo repousei

em minhas mãos sem um julgo sequer

Comentários
  1. Poesias disse:

    Sem perceber também entrei nele
    No baú que estava empoeirado no canto de meu quarto
    Entre as cortinas que o tempo não esgarçou
    Nas lembranças que o tempo não apagou
    Ainda percebo o cheiro, mas não de mofo
    Porque este é o seu
    Tão forte que suporta o tempo
    Tão cruel que me faz te sentir
    Porque roubastes de mim a própria percepção de mim
    E é a tua voz que ouço
    O teu cheiro
    O gosto em minha boca
    que também não é meu…
    Estou a morrer de fome
    Ao encontro de minhas memórias percebo
    minha alça se soltou de ti
    Tu fostes a diante…
    Mas eu… eu até tentei, mas me perdi
    ainda espero que o vento sopre mais uma vez
    Que as flores dancem outra vez
    Que os pássaros cantem mais uma canção
    Ou que possa simplesmente ouví-los outra vez
    Pois ensurdeci e se ainda não desafinei o meu canto
    É por causa das memórias que de ti guardei
    A.M(Escrito aqui em Memórias da Escrita)
    Obrigada por nos inspirar!

  2. Liliana Rosa disse:

    Que surpresa boa o seu blog! Fabi nunca me disse que era poeta além de músico!!! Lindos os seus escritos! Visitarei mais vezes!
    PS:Não me esqueci de você, logo que acabe uma maratona aqui, eu lhe envio meus pensamentos. Direção Musical será perfeito!
    Beijinhos

    • Erico Baymma disse:

      Liliana, querida

      No começo pode até parecer que mordo….rs… Mas pela arte e pelo contato humano que pode se tornar grande amizade, sou sincero no que faz falta, no que excede e, muito, no que está no ponto.
      Sim, eu acredito que faremos um belo espetáculo. Quero conhecer seus jeitos, seus movimentos e suas intenções para a Direção Musical… ahahahah … (não é só vaidade, é necessidade de intervir com uma linguagem apropriada).
      Agradeço sua visita em meu cantinho que amo tanto. No que for possível, adoraria ter seus comentários a respeito, ok?
      Vou linkar o seu blog em minha lista. Depois repasso os meus outros blogs (que inclusive há um somente para divulgação).
      Um beijo calmo e tranquilo pelo nosso gostoso encontro em realização
      érico

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