
Pergunto porta a porta, o porto foge
Não há alma serena neste sítio arredio
Visitas breves de assédio repelente
Corpos sedentos de si revolvem o pó
Quem dera o encontro salvasse a dó
Com o cuidado sereno do achado vivo
Dentro dos corações apaixonados por nada
E lhes revelassem a razão e o sentimento
Absolutos descrentes sobrevoam a Terra
Como extraordinários seres em seus tapetes
Em busca do código da palavra esquecida
No instante passado, queima a ardência
Que deveras alimentaria a ilusão dolorida
E a fantasia se rasgaria no toque sedento
a pleno corpo nú






Dicionário Cravo Albin

Querido Erikon… Maravilhoso poema, lirismo puro, saudades de você amigo…
Abração!
Oi Érico.
Desculpe por não o ter avisado que iria “roubar” a foto de sua postagem para utilizá-la no meu blog… . Sei que vc entende…né (risos)? Gostei tanto do texto quanto da foto, daí a inspiração da minha postagem.
abraço
Ricardo
Maravilha de poema. Real e lúcido, forte e corajoso. Gosto desse tipo de linguagem que fere e cura.
O que seria da vida senão os bravos facões meio amolados?
Deixaríamos assim: a se perceberem que estão como não estão?
Obrigado pela visita…
Abração forte