Dos encontros

Publicado: 25/05/2010 em Sem categoria
Tags:

mão e o toque

Pergunto porta a porta, o porto foge

Não há alma serena neste sítio arredio

Visitas breves de assédio repelente

Corpos sedentos de si revolvem o pó

Quem dera o encontro salvasse a dó

Com o cuidado sereno do achado vivo

Dentro dos corações apaixonados por nada

E lhes revelassem a razão e o sentimento

Absolutos descrentes sobrevoam a Terra

Como extraordinários seres em seus tapetes

Em busca do código da palavra esquecida

No instante passado, queima a ardência

Que deveras alimentaria a ilusão dolorida

E a fantasia se rasgaria no toque sedento

a pleno corpo nú

Comentários
  1. Patrick Rocha disse:

    Querido Erikon… Maravilhoso poema, lirismo puro, saudades de você amigo…
    Abração!

    • Ricardo disse:

      Oi Érico.

      Desculpe por não o ter avisado que iria “roubar” a foto de sua postagem para utilizá-la no meu blog… . Sei que vc entende…né (risos)? Gostei tanto do texto quanto da foto, daí a inspiração da minha postagem.
      abraço

      Ricardo

      • Maravilha de poema. Real e lúcido, forte e corajoso. Gosto desse tipo de linguagem que fere e cura.

      • Erico Baymma disse:

        O que seria da vida senão os bravos facões meio amolados?
        Deixaríamos assim: a se perceberem que estão como não estão?

        Obrigado pela visita…
        Abração forte

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